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Educando a juventude criaremos o consumidor do futuro

Felipe Zaia, gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia

Nos últimos três anos, o Brasil viu uma expansão sem precedentes no campo da geração distribuída solar. O crescimento no número de unidades consumidoras que utilizam esse sistema, entre 2015 e 2018, foi de mais de 1.400%. Nesse formato, o cliente faz as vezes de gerador de energia, produzindo eletricidade para consumo em sua residência ou negócio, por meio da instalação de placas solares, e distribuindo o excedente via rede, para outros usuários.

Esse crescimento está ligado, também, à mudança no perfil do consumidor, hoje mais consciente e preocupado com o meio ambiente. O novo cliente deseja repensar sua relação com o consumo de energia elétrica e tem interesse por fontes limpas e renováveis, um resultado das discussões sobre sustentabilidade, que se tornaram cada vez mais frequentes com o passar dos anos e têm como palco a sociedade, os meios de comunicação e a escola.

Falar sobre o uso consciente de energia elétrica é uma das formas de estimular os estudantes a refletir sobre os hábitos de consumo, sobre preservação do meio ambiente e sobre o futuro do planeta. Levar essa discussão para os jovens é o objetivo da “Caravana RGE – Educando para a Eficiência”, realizada pela concessionária do Grupo CPFL Energia no Rio Grande do Sul. Um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro levou o projeto para 3,3 mil escolas públicas de Ensino Fundamental e Médio, de 256 municípios atendidos pela distribuidora no interior do Estado.

De maneira itinerante, a caravana ofereceu arte, cultura, conhecimento, experimentos e interatividade para 506 mil alunos, como forma de estimular a mudança de comportamento e reduzir os padrões de consumo. As atividades abordaram a importância de atitudes como apagar uma lâmpada, diminuir o tempo no banho e desligar a TV. A ideia era fazer com que os adolescentes experimentassem, se identificassem e colocassem em prática essas novas atitudes no seu dia a dia. Mais de 10 mil professores também foram capacitados para multiplicar esse pensamento.

Outras iniciativas são desenvolvidas pela RGE Sul com o mesmo objetivo, entre elas o projeto “Educar para Transformar”, que usou gameficação para engajar 239 mil estudantes em um desafio para identificar soluções inovadoras de eficiência energética e pesquisas sobre fontes renováveis. Foram ainda realizados seminários, treinamentos para professores e concursos educativos envolvendo temas como recursos energéticos, consumo consciente e sustentabilidade.

A busca, pelos alunos, de conhecimento sobre soluções de eficiência energética é um claro sinal de que a provocação aos mais jovens, sobre uma sociedade equilibrada e consciente, tem surtido efeito. Ao praticarem a eficiência energética os alunos se convencem de que é possível consumir menos energia sem abri mão do conforto. Exemplo disso acontece no município de Taquarituba (SP), onde os estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Professor Dimas Mozart e Silva elaboraram um projeto de escola sustentável. O trabalho previa a instalação de placas solares e substituição de lâmpadas comuns por outras mais econômicas, entre outras ideias.

A CPFL acreditou e investiu no plano dos meninos e realizou a instalação de uma usina solar fotovoltaica, com capacidade instalada de 15 kWp, e a troca de toda a iluminação da escola para tecnologia LED. A mudança é capaz de trazer uma economia de 85% no volume de energia consumido pela escola. Para se ter uma ideia, o volume economizado seria suficiente para abastecer oito famílias com um consumo de 200 kWh, por um mês. O projeto ainda rendeu para os adolescentes a conquista da etapa nacional do Prêmio Zayed de Energia do Futuro e um convite para representar o Brasil na fase final da disputa, nos Emirados Árabes.

Contribuir para a mudança de hábitos ​e comportamento das comunidades, promovendo o uso racional dos recursos energéticos, é um caminho certo para a preservação do meio ambiente e para o controle de emissão de gases do efeito estufa, uma das principais preocupações dos nossos tempos. Um estudo de 2016, da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), mostrou que uma residência equipada com um sistema fotovoltaico, capaz de gerar 180 kwh/mês, pode reduzir a emissão de 1,3 toneladas de CO2 na atmosfera em um ano.

A matriz energética brasileira já é essencialmente limpa, com cerca de 81% da oferta de energia proveniente de fontes renováveis, como hidrelétricas, biomassa, eólica e solar, além da geração distribuída solar. Com a aposta na formação das novas gerações, a tendência de investimentos em uma economia de baixo carbono e em fontes renováveis deve se consolidar. Afinal, as empresas devem estar preparadas para atender esse novo consumidor: conectado, exigente e consciente.

Sobre a CPFL Energia

A CPFL Energia, há 105 anos no setor elétrico, atua nos segmentos de distribuição, geração, comercialização e serviços. Desde janeiro de 2017, o Grupo faz parte da State Grid, estatal chinesa que é a segunda maior organização empresarial do mundo e a maior companhia de energia elétrica, atendendo 88% do território chinês e com operações na Itália, Austrália, Portugal, Filipinas e Hong Kong.

Com 14% de participação, a CPFL Energia é vice-líder no mercado de distribuição, totalizando cerca de 9,4 milhões de clientes em 679 cidades, entre os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná. Na comercialização, é uma das líderes no mercado livre, com participação de mercado de 14% na venda para consumidores finais. É líder na comercialização de energia incentivada para clientes livres entre as comercializadoras.

Na geração, é a terceira maior agente privada do País, com um portfólio baseado em fontes limpas e renováveis, como grandes hidrelétricas, usinas eólicas, térmicas a biomassa, Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e usina solar. Ao final do primeiro trimestre de 2018, a capacidade instalada do Grupo CPFL alcançou 3.283 MW.

A CPFL Energia possui ações listadas no Novo Mercado da B3 e ADR Nível III na NYSE, além de participar do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 pelo 13º ano consecutivo. O Grupo também ocupa posição de destaque como um dos maiores investidores brasileiros em arte, cultura e esporte.

4 Comments

4 Comments

  1. Landon

    março 8, 2019 at 6:05 am

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    • Cinthia Oliveira

      abril 2, 2019 at 12:13 am

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      abril 2, 2019 at 12:12 am

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